A Reforma Tributária está mudando profundamente a forma como as empresas brasileiras calculam impostos, utilizam créditos tributários, emitem documentos fiscais e estruturam seus processos internos.
Mas será que as organizações estão realmente preparadas?
Um levantamento divulgado em 2025 com base no Rating da Reforma Tributária, desenvolvido pela ROIT, chamou atenção ao indicar que aproximadamente 85% das empresas avaliadas apresentavam elevado nível de risco ou despreparo para enfrentar as mudanças.
O dado não significa que 85% de todas as empresas brasileiras inevitavelmente terão problemas. Ele funciona, porém, como um importante alerta sobre a necessidade de preparação.
Por que a Reforma Tributária representa um risco?
O maior erro é imaginar que a mudança envolve apenas substituir impostos antigos por novas siglas.
A Reforma modifica aspectos como:
- cálculo tributário;
- apropriação de créditos;
- emissão de documentos fiscais;
- cadastro de produtos;
- formação de preços;
- contratos;
- sistemas de ERP;
- obrigações fiscais;
- fluxo de caixa;
- relacionamento com fornecedores e clientes.
Isso transforma a adequação em um projeto multidisciplinar.
1. Avaliação tributária e jurídica
O primeiro passo é entender como IBS, CBS e Imposto Seletivo impactam as operações da organização.
Cada empresa possui uma realidade diferente.
Indústria, varejo, serviços, distribuição e outros segmentos podem sentir impactos distintos dependendo da cadeia de fornecedores, clientes e estrutura operacional.
Por isso, é importante realizar um diagnóstico considerando produtos, serviços, regimes tributários e operações.
2. Simulações financeiras
Conhecer a legislação é apenas parte do processo.
A empresa também precisa transformar as regras em números.
Simulações ajudam a avaliar possíveis impactos em:
- carga tributária;
- margem;
- preço;
- créditos;
- capital de giro;
- fluxo de caixa.
Esses dados são essenciais para orientar decisões comerciais e financeiras.
3. Revisão dos sistemas
O ERP é um dos pontos mais críticos da Reforma Tributária.
São os sistemas que recebem cadastros, processam regras, calculam impostos e alimentam documentos e obrigações.
Se o sistema não estiver preparado, erros podem ser reproduzidos em grande escala.
Em 2026, a adequação tecnológica já se tornou operacional, inclusive com mudanças nos documentos fiscais envolvendo IBS e CBS.
4. Qualidade dos dados
Nenhuma automação funciona corretamente com informações inconsistentes.
Cadastros devem ser revisados para garantir qualidade em informações fiscais, comerciais e tributárias.
O processo envolve analisar produtos, serviços, clientes, fornecedores e regras de operação.
5. Contratos e preços
Contratos de longo prazo também precisam ser avaliados.
Mudanças na tributação podem afetar o equilíbrio econômico de determinadas operações.
Da mesma maneira, estratégias de precificação que funcionavam no modelo anterior podem precisar ser revistas.
Não deixe a adequação para depois
A Reforma Tributária possui uma implementação gradual, mas isso não significa que as empresas possam adiar a preparação.
O período de transição exige testes, ajustes e simulações.
Empresas que começam cedo conseguem identificar riscos antes que eles se transformem em problemas operacionais.
A YKP pode apoiar sua empresa na evolução dos processos fiscais e tecnológicos necessários para enfrentar esse novo cenário. Converse com nossos especialistas e prepare sua operação para a Reforma Tributária.



